Depois de tudo, vem o tempo. Quando ele nos acompanha de perto, em épocas, já agora tão longínquas, só prestamos atenção a ele se esperamos uma ocasião festiva; dizem que "o melhor da festa é esperar por ela", concordo plenamente. Há muitas maneiras de se observar o tempo. Há ainda outras fases, nem tão boas, por exemplo, se estudamos para uma prova, concurso ou coisa que o valha e ansiosos, aguardamos um bom resultado. Há inúmeras formas de se observar o tempo, repito. Hoje, o tempo de alguém aqui na Terra se deu por encerrado. Falo de uma pessoa que fez diferença, foi útil, foi importante, implantou um projeto que levou seu apelido " Gugu" e que marcou positivamente o "entardecer" de muitas pessoas. Faço parte desse grupo que já alcançou uma idade, onde a contagem regressiva acontece de forma inevitável, nada agradável. Vemos, principalmente nos tempos atuais, pessoas muito jovens morrendo porque escolheram um caminho errado, aquele que encurta a vida de tantos jovens que imaginaram que o crime compensa. Não. Sabemos que não. Dá pena ver esses meninos, influenciados, tão precocemente inseridos na arte do mal, enganados e envolvidos por pessoas inescrupulosas e bandidas. Difícil entender o porquê de tantas tragédias. "É a vida!" Ouvimos... Estamos convivendo com pessoas que comandam os destinos do nosso país de forma repugnante. Pra dizer o mínimo. O desencanto toma conta da maioria dos homens dignos, que trabalham, pagam impostos, educam os filhos para serem também dignos, pessoas do bem. Hoje, é tempo de manifestações, nas praças, nas calçadas, nas avenidas, em todos os lugares, nas principais capitais e cidades. É tempo de combater a corrupção que recrudesceu de forma assustadora. Houve um tempo de manifestações, quando se acreditou que o país seguiria seu rumo, com a expulsão de um presidente, o povo nas ruas, solicitando medidas mais justas, aconteceu um tempo atrás, sim. De que adiantou? Nunca se roubou tanto e a impunidade virou moda. Não sei se verei alguma coisa mudar. Como disse antes, o tempo não espera por ninguém, é a lei natural da vida. Uns vão, outros ficam. Uns mais velhos, outros ainda tão jovens. Uns em que o corpo se gastou, naturalmente, pela idade avançada, outros pela infeliz escolha, de um caminho que os ceifou precocemente a vida. Então. As pessoas seguem o chamado destino; mas o tempo, esse senhor indiferente, não quer saber. Doa a quem doer, ele passa, segue em sua trajetória desconcertante, não sei se ele é bom ou mau. Só sei que é real.
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