sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Tico e Teco de férias...

Vontade de escrever tenho sempre. Ultimamente, há uma grande  dificuldade, ainda que seja o meu desejo, começar uma crônica. As revistas ou jornais que tem seus cronistas de plantão, fico imaginando se eu fosse um deles, com a obrigação semanal, diária, sei lá... Como resolveria essa questão? Estou numa fase em que nada flui. Talvez o desencanto esteja se instalando em mim. As grandes farsas armadas pelo atual governo, a falta de honestidade e tudo de podre "no reino da Dinamarca" me levam a adotar um comportamento de apatia. Claro, não é proposital. Gostaria, sim, de colocar ideias, observações, sentimentos e tudo que a vida nos instiga a fazer, dentro de algumas linhas escritas. Gostaria de deixar um poema ( que não sei fazer) ou uma história inventada,  quando olho para alguém na rua, no ônibus ou até  quando visualizo os vizinhos apartamentos, seus moradores e penso sobre a vida de cada um deles. É bom imaginar uma história para a moça loura, ou o rapaz moreno e gordo, o idoso, a moça que varre a varanda. Gosto de fazer isto. É um costume que se tornou um prazer imenso. Do nada, me brotam ideias, fico divagando e formando frases. Agora, devo confessar, perdi a mão. Sei lá...parece que com a proximidade do Natal, de tantas comemorações, da alegria " obrigatória" tudo fica meio inútil. Os neurônios, Tico e Teco, como costuma nomeá-los,  brincando, o nosso professor de ginástica, parecem exaustos. Ou sem vontade. Vou dar férias para eles. Até que, um dia, tudo volte ao normal, as pessoas passem a se tratar com respeito, com amor e que ser decente seja natural, um adjetivo colocado na mente das pessoas como obrigação de ser e não uma qualidade rara. Os homens precisam se salvar, antes que seja tarde.

Um comentário:

Unknown disse...

Mãe as vezes me sinto assim também desãnimado, mas tudo passa. É preciso passear, conhecer lugares. Conversar, jogar conversa fora ou simplesmente viajar para perto. A vida tá aí, o mundo tá aí. Ainda que com tantas guerras e mentiras, tem muita gente boa. Se pudesse, viajaria mais, curtiria mais. Mas confesso que perdi um bom tempo na vida e hoje não estou como sempre sonhei.