sexta-feira, 13 de junho de 2014

TORCIDA.

Todos ligados na Copa, claro. Eu também. Sou humana e brasileira, como não torcer pelo Brasil? Antes do jogo, a apresentação ( não tão  rica nem exuberante como esperava, apesar de termos Cláudia Leite e Jennifer Lopes) no Estádio, no que pude prestar atenção mesmo, foi no povo. O brasileiro transmite uma emoção que não se encontra em lugar nenhum do mundo. O povo cantando o hino nacional então, é imbatível, convenhamos. E fiquei pensando em como está sendo injustiçado esse povo tão bonito, tão carismático e tão brasileiro! Ser brasileiro não é pra qualquer um, não. Sofrer, enfrentar a violência e ainda continuar sorrindo, lutando. As autoridades presentes no Estádio, causaram em mim um misto de mágoa e revolta. Como alguém consegue não se emocionar, vibrar e, antes de tudo, respeitar um povo que traz em si uma alegria tão espontânea, tão verdadeira e que, apesar dos pesares, veste a camisa do Brasil de forma tão apropriada, não dá pra entender. É cinismo, ou será sadismo? Ou as duas coisas juntas? Torcer contra meu país, de jeito nenhum. Mesmo sabendo dos salários altíssimos dos jogadores, em completo contraste com os  salários de outros patriotas que fazem um trabalho digno, salvando vidas, por exemplo, ensinando as primeiras letras, que serão a base de toda e qualquer profissão, lidando com bandidos pra nos proteger, são tantas que ficaria horas citando-as. No mundo inteiro o valor dado a esses esportistas é o mesmo. São absurdos da humanidade. Se quisermos entender a cabeça do ser humano, entraríamos em total parafuso. Impossível. Mas me reporto ao Estádio da Copa, onde se iniciaram as contendas desse esporte que mexe tanto com o povo do Brasil. O gol contra, que ameaçou o brilho da partida, serviu para estimular os jogadores que lutaram bravamente pela vitória, afinal é pra isso que ganham salários astronômicos. E a torcida pela Seleção brasileira foi focalizada também nos altos escalões, nas arquibancadas privilegiadas, se é que me entendem. Mas eram gritos e gestos  de quem objetivava seus próprios interesses. Não era o desejo de vencer pelo povo, não. Era o desejo de quem visa alcançar outras vitórias. O povo, em segundo plano, em último, talvez... Vem outro dia de luta, de torcermos pelo nosso time, do hino cantado, com peito aberto, com emoção. Precisamos resgatar a beleza de nossa gente, da mistura de raças, representada pelo negro, pelo índio e pelo branco. Vamos voltar a ter orgulho de nossa terra, de nossa gente, que é a maioria honesta, que trabalha e quer continuar a ser feliz, ouvindo o narrador esportivo no seu grito, saído do fundo do coração: "- É gol, é gol, é gol!

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