Hoje, sábado, falei com minha irmã e durante muito tempo ela relembrou o tempo em que vivemos na Fazenda São Tomé. " Recordar não é viver"? dizia ela. Seu saudosismo é extremo. Em lágrimas, ela reclamava de não ter mais tempo nem condições de estar lá, naquele lugar sagrado, onde ela viveu a melhor fase da vida. Aí, acrescentava: - Pitota é um santo...já contei mil vezes pra ele a mesma história e ele ouve com paciência. " E nosso papo seguiu por uns bons minutos mais. Nosso teatro na escola onde estudamos as primeiras letras, a tabuada decorada, o "canto" ritmado, a hora do recreio ( que era presumida pela professora, dona Zandir, observando o sol pela porta de entrada), até a palmatória para quem errasse as tabelas. Mas a Teresa sabia cobrar da minha voz insignificante, cantando "Chiquita bacana", já que seria o Daniel Filho de saias e eu estava longe de superar a Emilinha.. Mas a melhor lembrança da irmã mais velha era a da chegada do seu amor de adolescente, o Wandick. Ele era esperado com o coração aos saltos, da menina-moça, avistando aquele jovem bonito e que tocava acordeom como ninguém...Meu tio Modesto o acolhia em sua fazenda, distante uns poucos quilômetros da nossa e ele era esperado com um cavalo à beira da estrada, onde o ônibus fazia ponto, vindo de Bom Jesus. É mesmo um bem para a alma reviver bons momentos.
Um comentário:
Bela recordação, Neuza. Tb sou muito saudisista e prezo muito estas lembranças.
Muito bom!!!
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