Acordo cedo, normalmente. Costumo ouvir o trinar de um passarinho, quase todas as manhãs. Fico imaginando se ele estaria preso numa gaiola, no edifício em frente ao meu. Não gosto de gaiolas, muito menos de pensar que um ser criado por Deus, com asas, fique confinado a um espaço mínimo, quando poderia estar alçando voos pelo mundo afora. Costumo, já faz um bom tempo, rezar o terço, pedindo pelos filhos, neto, irmãs e irmão, cada dez ave-marias nesta ordem e o Pai Nosso rezo pelos amigos doentes e todos que se encontram com dificuldades. Virou um momento de paz, de entrega. Aí, hoje, olhei para o céu, de um azul claro e desejei poder avistar aquele passarinho que com o seu canto, me traz alegria. Ele parece repetir para mim: "bem-te-vi, bem-te-vi..." No apartamento de cobertura,à frente do meu, tem uma antena de TV. Olhei ali, pensando ver o pássaro. Avistei-o, sim. Peguei meus óculos para longe e confirmei a presença daquele pequeno ser. Chorei...lágrimas desceram de maneira agradecida pelo que considerei uma dádiva dos céus. E ele repetia o seu mavioso canto: "bem-te-vi, bem-te-vi"... As poucas nuvens brancas se afastavam e o azul celeste me faz crer que Nossa Senhora se veste com essa cor. Lá de cima, envolve meus filhos e os protege.Faço isso, há tempos, visualizo a imagem da Mãe de Deus com seu manto celeste. Isso me dá confiança. E, continuando, eu ainda ouvia o cantar do passarinho, apoiado na antena de televisão. De repente, ele voou, e pousou de novo na beira da murada. E voou de novo, sumindo no espaço. Espero revê-lo amanhã, acordando com a sensação de que Jesus me mandou um pequeno anjo, em forma de pássaro, para me acalmar e me dar alento, nos momentos de dor, com seu gorjeio abençoado.
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