É engraçado como nos definimos, às vezes. Hoje, estou assim. Não consigo ter uma avaliação da pessoa que sou. Não só hoje, volta e meia me analiso. Estava revendo algumas crônicas e algumas já foram lidas por mais de 600 pessoas: um espanto! Não sabia que muitos me acompanham no meu blog...Gostei, evidente! Nossa vaidade dá pequenos saltos, fica toda boba! E aí, em contrapartida, me pego do outro lado da moeda. Não estou com essa bola toda.Tem escritos meus, quando resolvo reler, que me orgulham, o tempo passa e fico pensando que estava inspirada quando os produzi. É verdade. Mas apesar de algumas qualidades positivas, tenho aquelas que derrubam. Por exemplo:não raro, tenho uma recaída, compro linhas e barbantes para executar um trabalho de crochê. Aconteceu esta semana.Encontrei um barbante colorido, azul bebê, com um preço razoável. Ali estava a salvação da lavoura, ia deitar e rolar com o meu novo tapete. Só que não tenho o cuidado de contar os pontos, ou mesmo verificar se não tem algo dando errado. E deu, gente...de repente, vou fazendo uma "cinturinha" não programada no crochê, que, antes, seria uma distração. E aí? Até desmanchei um bom pedaço. Ainda assim, não ficou bom. Terminei o trabalho. Ficou bem torto e cinturado, como já disse. Mas serve pro gasto... Sou uma pessoa que sabe fazer muitas coisas, vou listar para quem quiser entender: sei cozinhar, sei costurar, sei pintar, sei até dirigir um carro, sei arrumar a casa (essa, tarefa medonha), passar roupa, sei lavar, sei escrever crônicas, sei bordar e fazer "bicos" em panos de prato, sei tricotar ( fiz um agasalho para meu neto e ele adiou a estréia,acho que não gostou) , como podem perceber, faço muitas coisas. Mas há um detalhe que me incomoda. Nada é muito bem feito. Aprendi a lidar com o computador, entrei no Whatsapp, chamar o Uber ( isso aí, virou uma missão quase impossível, mas é muito mais barato), sei jogar baralho, o que faço, quase sempre, frequentando a casa da irmã. Dançar, adoro! Mas não tenho gingado suficiente: quando consigo mexer os pés, a bunda não acompanha o rebolado, fundamental para um samba legal. Música, que é a minha paixão, tentei com o violão. Tive aulas e um professor paciente. Mas não segui, a voz de taquara rachada atrapalhou um pouco. Tem uma coisa que faço bem: gosto de seguir o que Jesus pregou, exaustivamente, que é amar ao próximo. Faço com a maior dedicação. Tento minimizar o que as pessoas mais difíceis "aprontam" comigo. É chato ter que aceitar o meu problema maior: _" Vai viver a sua vida!" Ouço muito isso. Mas não me corrijo. A preocupação com os filhos e com o neto, são mais constantes que as próprias amigas. Disso posso me gabar, tenho boas amigas. Daqui a cinco dias, vou comemorar meu aniversário. Mentira, gente! Não vou fazer nada. Prefiro ficar quieta no meu canto. Vou ler dois livros que me olham da prateleira, vou comprar mais linhas e insistir num novo trabalho. Com a sobra dos barbantes azul-clarinho, fiz um jogo americano...até que ficou bom. Outra coisa que poderia me distrair ( ou irritar, quando não acerto) é comprar uma tela e tintas novas para arriscar um novo quadro. Tem coisas boas pra fazer, sim. É preciso ter coragem para começar. Que Deus me ajude e me dê mais talento!
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