sábado, 17 de janeiro de 2015

Um romance...quem sabe!?

Cada vez que leio um livro, não importa se de crônicas, poesia,  ficção, romance, fatos históricos, sinto uma inveja danada. Confesso esse pecado segundo a igreja,  venial, se bem me lembro do catecismo. Confesso ( olha a igreja de novo) comecei,   sim, a escrever uma história. Tenho alguns capítulos já feitos mas, de  tempos em tempos, quando resolvo dar uma olhada, acho tão ruim que desisto de continuar. Mas fico pensando que se não arriscar aí é que não sai mesmo. Claro que seria ficção. Claro também que não há nada que seja completamente imaginação, os autores se baseiam em fatos concretos, em personagens que imitam alguém ou seu comportamento, independente de ser totalmente fiel. Quero muitíssimo acabar o que comecei. Vi um filme, semana que passou. Era sobre uma escritora bem conhecida. Sua amiga e protetora, Simone de Beauvoir, mais ainda. Quem a motivou a escrever apenas lhe disse, com palavras cruas: - "Escreva tudo que tem nessa sua cabeça, pegue papel e tinta e deixe de me dizer reclamações!" Mais ou menos assim. Ela, modestamente, seguiu a idéia daquele homem, pretenso escritor e que a detestava, além de explorar seu amor por ele. Deu certo. Demorou. Mas deu certo. Um talento estrondoso, ainda mais numa época de total repressão,  pós guerra; contudo, floresceu. As mulheres eram cerceadas em  seu direito de sentir, quanto mais de dizer o que queriam. Mas foi assim, timidamente, o começo de uma grande escritora. Saí da sala de cinema com um bichinho corroendo meus pensamentos; na verdade, fiquei instigada a continuar os capítulos que esboçara e dos que eu própria costumo ser crítica severa. Acho, vou preparar mais umas páginas, intercalando realidade com ficção. Deitada, esperando o sono chegar, visualizei um personagem já descrito anteriormente, sem grande importância  na história. Pensei umas coisas interessantes, depois de ouvir notícias na TV e misturei com outra história, desta vez, inventada por um bom autor. Hoje, quero seguir com o meu romance. Lendo o título deste pequeno texto, alguns podem ter pensado que arranjei um novo amor... não se enganaram totalmente, tenho pensado muito nele, sim. Quero ter um romance, mas com páginas e capítulos. Para isso devo ter colado ao meu corpo muita vontade e pedir ao Senhor que me dê o talento necessário. Presunção e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, não é mesmo?

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