segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Criança é criança.
Aí, chegamos ao mercado meu neto e eu. Tudo bem que complica um pouco fazer compras com uma criança. Então resolvi que, se ele me ajudasse ficaria ocupado e se distrairia ao mesmo tempo. Na mosca. Ele ajudou e muito. Pedi que separasse três limões para colocar no peixe que faria para ele. Eu com as mãos cheias ficava difícil. Quando me voltei pra ver se ele pegara os limões...ele pegou mas não exatamente limões. Eram laranjas. Tudo bem, afinal tudo com vitamina C e da mesma família. E ele continuava com a ajuda. Levou as duas beterrabas para o "moço" pesar. Depois os ditos limões. "Você de novo, rapaz?" Disse o atendente brincando com ele. Até que, depois de muitas idas e vindas chegamos ao caixa para pagar. E aí, se deu o grande encontro. Uma menina linda, toda vestida de rosa, fita no cabelo da mesma cor, gritou o seu nome. Meu neto quase se enfiou embaixo das cestas. Pegou um folheto ilustrativo no carro de compras e cobriu o rosto, parecendo ler os preços das ofertas que, de baratas não tinham nada. A amiga e colega de turma sorria pra ele, acompanhada do avô. Eu avisei que ele estava meio tímido, envergonhado. E ela, prontamente: " Mas na escola ele não é assim...!" Rimos todos. A menina saiu com o avô. Avistamos o carro deles estacionado em frente ao mercado e o vistoso vestidinho rosa. Olha, sua amiga está indo, dê um adeus pra ela...Disse eu para meu neto. Ele se aventurou em olhar e viu a menina bonita entrando no carro. Paguei o que devia e separei pouca coisa para levar pra casa, pouco peso, o restante seria entregue por uma taxa obscena, já que moro tão perto. Enfim... Saímos e de repente, na calçada, vi a garotinha em prantos, na porta do veículo do avô. Nos aproximamos depressa, outra mulher com um cachorrinho, tentava acalmar a menina." Onde está sua mãe?" perguntava. Eu falava com ela pra não se preocupar, o vovô já devia estar chegando. E estava. Logo ele veio. A menina, antes corajosa e brincalhona, agora, se via perdida, abandonada , apenas alguns segundos sem a presença do avô. E pensei que, não importa a situação, criança é criança, e toda a beleza dessa época reside aí. A pureza é a tônica, pena que, às vezes, acompanhada de grande insegurança.
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Um comentário:
Muito interessante o conto, de certa forma engraçado. Ao mesmo tempo verdadeiro, mostrando o cotidiano da vida.
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