sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Ser avó é mais fácil?

Será? Me pergunto eu. Sei que sou melhor avó do que fui mãe. Disso não tenho dúvidas. Há explicação para essa afirmação. Quando se é jovem, os desejos e os hormônios tropeçam uns nos outros. Habitualmente acontece. O corpo tem sensações e a mente acompanha e, nem sempre, se faz o mais apropriado, o mais sensato. Não fui irresponsável, não fui a mãe desnaturada das novelas ou filmes de terror, não. Acho que fiquei dentro da média: amei meus filhos e fiquei feliz com a vinda de cada um deles. Queria ser mãe, afinal. Mas o tempo e a experiência são grandes mestres. Não acredito que as pessoas mudem. Aprendem. Há quem não aproveite essa dádiva. Melhorar, através dos ensinamentos da implacável e severa tutorial personagem: a vida. Parecia  importante viver intensamente cada momento, uma ânsia constante. Usufruir das benesses e descartar os acontecimentos nefastos. Quem não quer? Mas a medida é que faz a diferença. Hoje, me acalmei. A idade transforma o seu proceder que, resumindo,  é mais adequado, mais elaborado. Querendo ou não, somos protagonistas de uma história, nem sempre a que sonhamos; com certeza, mudaríamos alguns acontecimentos, se nos fosse dado escolher. Volto a dizer do amor pelos filhos, que não muda, não diminui. As preocupações e cuidados, os mesmos. Mas aí, chega um neto. Ou neta, não importa. Este pequeno ser maravilhoso que vem nos transformar. Parecemos um lago transbordante de ternura. E a paciência então! Parece adubada como a plantação mais bela, mais cuidada. Tudo lhes é permitido. Bagunça na sala, bagunça nos quartos, nada mais nos incomoda. Depois arrumo - penso eu - num prazer incontido, ao cuidar daquela criança. A felicidade de poder estar com um neto é indescritível. É muito amor, gente.

Um comentário:

Vania Faria disse...

Estou acompanhando seu blog e adorando suas crônicas. Continue escrevendo... Você é mto boa nisso. Tentei comentar mais cedo, mas por não ter conta do google +, os comentários foram perdidos.