sábado, 22 de fevereiro de 2014

INDECISÃO

Estou com vontade de ir e de ficar. Com vontade de sair e de estar em casa. Não sei o que se passa; às vezes, dá essa vontade louca de não fazer nada mas também de fazer alguma coisa útil, afinal, desperdiçar tempo é um pecado. Até porque, não disponho de tanto. Prefiro pensar que estou cansada. Cansada da lida, da luta. Da vida. Parar tudo. Deixar pra lá. É bom. Mas causa ansiedade, porque o tempo urge. Houve um tempo, custei a entender essa palavra. Urge. Eu era muito pequena. Não, pequena ainda sou; sou baixinha. Mas Era uma menina. Uma sonhadora e investigava as palavras, bem precocemente. Aquela, de que falei atrás, era intrigante. Hoje sei da urgência que a palavra continha.
Tem filmes e peças de teatro que adoraria assistir. Mas deu preguiça de me arrumar. Meu cabelo tá branco. Sinto-me feia. Sinto-me velha. Doeu tudo, quando me levantei. Melhor idade! Quem disse!?
Já abri e-mails, li mensagens, opinei sobre o governo, que destrói todas as nossas esperanças de, um dia, um Brasil melhor. Então, fico assim. Meio desanimada. Não se contaminem. Vai passar. Ontem, saí e comprei uma geladeira. Precisava. A outra, meio velha como eu, já deu o que tinha que dar. Mas fiz prestações. Dez, não. Demora muito. Mas, seis. Me incomoda a tal da prestação. À vista, dói no bolso. E tenho uma tarefa pela frente que acho fundamental. Não vou contar agora, é sobre educação. Importante. Mas vou gastar mais um dinheirinho. Para educação, vale. Viu, dona Presidenta, faz como eu. Não gasto com hotéis caros, não vou muito longe. Mas vale a pena! Ficar em casa, também dá lucro. Pelo menos não gasto o que não tenho. Sou precavida. Divirto-me por aqui. E fico por aqui. Aqui é meu lugar. Resolvi. Passou a indecisão. Tenho um livro bem legal, que minha irmã me emprestou. É engraçado, bem escrito. A autora, filha de famosa atriz. Fim. Ah, sim, é também o nome do livro...

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